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Boeing tenta superar crise após suspensões de voos do 737 Max 8

Postado por: TC Mover em 12/03/2019 às 9:42

Por: Editores TC News

 

Dois dias após a queda de um avião da Boeing na Etiópia, mais países suspenderam as operações com aeronaves do mesmo modelo, gerando uma crise de confiança generalizada nos padrões de segurança da maior empresa aeroespacial do planeta.

 

Além da China, Etiópia, Indonésia e Cayman, hoje a Austrália e a Cingapura decidiram suspender as decolagens dos Boeing 737 Max 8. Ontem a aérea brasileira Gol, de forma unilateral, decidiu suspender a operação dos seus sete jatos do mesmo modelo indefinidamente.

 

Nem o pronunciamento da agência de aviação civil dos Estados Unidos de ontem, que disse não ver nenhuma evidência até agora sugerindo que a queda de avião no domingo na Etiópia esteja relacionada a um desastre cinco meses atrás na Indonésia, afagou os temores. Assim, das 47 empresas aéreas que detêm jatos 737 Max 8, pelo menos 19 suspenderam seu uso, totalizando 121 aeronaves fora de operação até agora – pouco mais de um terço da frota em operação do modelo.

 

A agência, conhecida como FAA, pediu uma atualização dos softwares do avião para oferecer maior segurança.

 

O papel da Boeing fechou em queda de 5,3% ontem em Nova Iorque, se recuperando após tombar quase 13% no meio do pregão desta segunda-feira. Hoje a ação recua quase 2% no pré-market da New York Stock Exchange.

 

No domingo, todas as 157 pessoas a bordo do voo 302 da Ethiopian Airlines faleceram. As semelhanças entre o acidente da Ethiopian e o da Lion Air na Indonésia – ambos envolvendo o 737 Max 8 – deixaram milhares de passageiros no mundo assustados e geraram temores de que o jato tenha falhas de desenho estruturais.

 

(Foto: Jato 737 Max 8 da Ethiopian/Aeroflap)

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