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Ativos de risco se recuperam, mas cautela persiste à espera do payroll; fique de olho em Suzano, balanços e carteiras

Postado por: TC Mover em 01/11/2019 às 9:48

A reação ao chamado à cautela por parte do Banco Central gerou ontem abertura agressiva de parte curta da curva de juros. Esse movimento pode perder força hoje, caso o sentimento de melhora no exterior se consolide e a assinatura do contrato renegociado da Cessão Onerosa entre a Petrobras e a União reforce a confiança local. Mas, a sessão desta sexta-feira está longe de ser tranquila: de manhã, teremos produção industrial no Brasil e, nos Estados Unidos, a divulgação do relatório payroll, que deve gerar muita volatilidade. Dólar e bolsa vão repercutir, como ontem, os dados econômicos americanos, assim como os sinais mistos vindos da China e do Japão de ontem à noite. Fique de olho na reação do mercado ao balanço da Suzano, que mostrou deterioração operacional pronunciada. Log In, Alibaba e Berkshire Hathaway reportam balanços ao longo do dia.

 

Todas as atenções estarão voltadas hoje para os dados do mercado de trabalho dos EUA. Economistas esperam o menor crescimento em criação de vagas não-agrícolas privadas desde junho: 85 mil. Para o Bank of America os dados devem refletir a greve de 46 mil funcionários da GM, assim como o impacto nas folhas de fornecedores e terceirizados. Após a publicação do payroll, o mercado deve focar nas implicações dos números na política monetária de Federal Reserve. Segundo estrategistas do Citigroup, o índice do dólar americano, conhecido como DXY, pode tocar os 85 pontos quando o Federal Reserve aumentar seu balanço novamente para renovar as compras de títulos – o que puxa os juros e, consequentemente, a moeda, para baixo.

 

No âmbito corporativo, a XP Investimentos escolheu a Nasdaq como bolsa para listar suas ações, vencendo uma briga com a New York Stock Exchange, a NYSE, disse ao site Brazil Journal uma pessoa a par do assunto. Apesar de ter feito uma oferta mais competitiva, a NYSE não conseguiu tirar a Nasdaq do páreo: segundo a reportagem, o mercado Nasdaq é visto como uma bolsa “de tecnologia, inovação e disrupção”. Membros da comunidade TC estão intrigados com a reação do mercado em relação aos números trimestrais da Suzano, que ontem decidiu suspender as previsões de produção de celulose após registrar prejuízo bilionário, pior que projetado pelo consenso. O resultado, perda de R$3,46 bilhões, frustrou a expectativa de um prejuízo menor, R$2,36 bilhões, refletindo a queda de preços e de volumes de celulose no mercado internacional, e o impacto da alta do dólar.

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