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Ativos de risco recuam à espera do Fed; pesquisa sobre Bolsonaro, reformas, comércio no radar

Postado por: TC Mover em 09/12/2019 às 9:28

A semana mais movimentada dos bancos centrais em seis semanas começa em modo de cautela mundo afora. As bolsas europeias recuam e puxam os futuros dos índices acionários americanos para baixo, assim como o petróleo, com os investidores ponderando as decisões e o tom dos comunicados de política monetária nos Estados Unidos, Zona do Euro, Brasil, Filipinas, Suíça, Turquia e a Rússia. O minério do ferro, surpreendentemente, disparou na madrugada desta segunda-feira após a bolsa de Dalian permitir a negociação de opções da commodity; o mineral mostra forte recuperação em dias recentes, refletindo maior confiança com a assinatura de uma trégua parcial na guerra comercial entre os EUA e a China. O mercado espera que haja algum pronunciamento por parte do presidente americano Donald Trump nos próximos dois ou três dias no sentido de adiar a elevação de sobretaxas sobre mais de US$100 bilhões em produtos chineses, programada para 15 de dezembro. As exportações chinesas aos EUA despencaram em novembro – motivo de sobra para que os chineses busquem um acordo.

 

Segundo nosso editor sênior Angelo Pavini, precisamos ficar atentos hoje a dois indicadores importantes de inflação que podem ter algum impacto na decisão de juros de quarta-feira: primeiro, o índice IGP-DI de novembro, da Fundação Getúlio Vargas, que teve alta de 0,85% em relação ao último mês, com especial impacto do atacado com o custo das carnes. Lembremos que o atacado sugere pressão antecedente nos preços ao consumidor. O segundo, o relatório Focus do Banco Central, que mostrará como estão as expectativas do mercado para o IPCA depois da divulgação dos dados de novembro acima do consenso. O mercado quer entender qual o balanço de risco que o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, deve encarar nesta quarta-feira, quando decidirá a taxa básica de juros Selic. O Copom deve reduzir a taxa de 5,00% para 4,50%, mas a pergunta é se vai dar um tempo nos cortes ou deixar a porta aberta para mais reduções nos próximos meses.

 

A Braskem, segundo o Valor Econômico, estuda uma expansão de até 20% no México, começando com um terminal para importação de etanol, que, segundo os planos, deve ficar pronto entre 2021 e 2022. O projeto focará na importação de etano dos Estados Unidos, uma vez que a companhia vem tendo problemas com a restrição de fornecimento do material imposta pela Pemex. A B2W e as Lojas Americanas, segundo o Valor, pretendem ampliar em até 40% o número das suas vendas brutas, com a abertura de sete centros de distribuição pelo país. Atualmente as companhias possuem 15 pontos de distribuição. As mineradoras brasileiras devem sofrer com o fim da Lei Kandir, que isenta produtos primários e semielaborados do ICMS. A volta da taxa pode trazer, segundo o Valor Econômico, um impacto de até R$7 bilhões nos caixas das companhias, considerando uma alíquota de 13%.

 

(Foto: Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília - Agência Brasil)

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