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Após cessão onerosa, analistas estão confusos em relação ao bônus de assinatura da Petrobras

Postado por: TC Mover em 10/04/2019 às 10:35

O pagamento da indenização pela renegociação da cessão onerosa à Petrobras, previsto para 13 de dezembro, será operacionalizado horas depois do depósito do bônus de assinatura, mas estará condicionado a uma arrecadação no leilão de sobras igual ou superior ao pagamento à estatal – gerando algumas dúvidas quanto aos tempos da transação, disseram analistas.

 

Para o governo, a cláusula não é mais que uma amostra do perfil conservador do ministério da Economia. O contrato da cessão foi assinado entre a União e a estatal em 2010, no processo de capitalização da companhia, dando a ela o direito de explorar 5 bilhões de barris sem licitação em seis áreas do pré-sal na Bacia de Santos. Ele previa a reavaliação das áreas, declaradas comerciais entre 2013 e 2014. Como o preço do petróleo despencou entre a costura da cessão e a assinatura do contrato, a Petrobras tem direito a ser indenizada.

 

De acordo com contribuidores TC, o mercado deve reagir, em princípio, de forma positiva ao anúncio: primeiro, porque o montante a pagar está dentro do esperado e, segundo, porque acaba com a incerteza para a realização do leilão de sobras.
No entanto, quaisquer ganhos podem ser limitados pelo fato de que a estatal deve usar uma quantia relevante da indenização para comprar os direitos de exploração de campos do pré-sal no leilão de sobras, reduzindo o ritmo de desalavancagem da estatal no curto prazo, de acordo com analistas dos bancos UBS e Credit Suisse.

 

Para o BTG Pactual, que esperava um ressarcimento 10% maior, “depois de meia década de discussões e várias idas e vindas, o anúncio do acordo é positivo, porque remove mais um risco potencial de perda judicial” para a estatal. Certamente o mercado também pode reagir à falta de clareza sobre quando e como o governo pagará a indenização à Petrobras, Credit Suisse disse em relatório. “Destacamos que o principal ponto de confusão está relacionado à diferença entre a renegociação dos 5 bilhões de barris originais e os reembolsos desencadeados pela rodada de licitações do leilão de sobras.”

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