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Apesar de resultados, analistas seguem otimistas com CVC; ação despenca 10%

Postado por: TC News em 08/11/2019 às 17:00

O BTG Pactual, o Bradesco e o Itaú BBA veem os resultados do terceiro trimestre da CVC, divulgados na noite de ontem, como “desafiadores” e dentro do esperado, mas os dois primeiros continuam otimistas quanto à perspectiva de crescimento em 2020, e por isso recomendam compra, enquanto o Itaú BBA mantém como neutro em relação ao papel, por preocupação com a dinâmica menos favorável das passagens aéreas.

 

A CVC divulgou lucro líquido ajustado de R$97,5 milhões no trimestre de julho a setembro, quase estável em relação aos R$97 milhões de 2018. A receita líquida caiu 3,6% na comparação anual, para R$414,8 milhões. O EBTIDA – lucro antes de juros, amortizações, impostos e depreciação – normalizado alcançou R$176,8 milhões, queda de 7,5%.

 

Para o Bradesco, os resultados vieram em linha com o esperado, e a expectativa é que o cenário siga da mesma forma no quarto trimestre, “dado o desequilíbrio contínuo da oferta e demanda de voos no Brasil”. A falência da Avianca, em abril, pesou negativamente, embora tenha sido parcialmente compensada pela melhora no segmento corporativo. No entanto, consideram que a aceleração do crescimento das reservas em setembro sugere que a demanda subjacente ainda é robusta. O banco recomenda compra, com preço-alvo de R$74.

 

O BTG Pactual considera que o balanço do trimestre passado mostrou um cenário “desafiador” e aponta para uma mudança de recomendação no curto prazo. Entretanto, os analistas ainda veem os pontos negativos como mais temporários que estruturais, o que sustenta a visão positiva para o papel no longo prazo. A recomendação é de compra, e o preço-alvo em 12 meses é de R$64.

 

Já os analistas do Itaú BBA, embora considerem que os resultados tenham vindo em linha com as estimativas do banco, têm uma preocupação em relação aos impactos sobre a companhia em uma dinâmica mais difícil de passagens aéreas, especialmente no segmento de lazer. Eles destacam também a operação na Argentina como uma surpresa positiva, com lucro líquido de R$5 milhões, ante uma perda de R$15 milhões no Brasil. A recomendação é neutra, e o preço-alvo é R$62.

 

Reagindo aos resultados divulgados na noite de ontem e pressionada pela alta do dólar, a ação ON despencava 10,11% às 15h10, negociada a R$46,59. No ano, cai 23,73%.

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