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Ações de locadoras, shoppings, elétricas e varejo ganham mais com a queda dos juros, diz XP

Postado por: TC Mover em 30/10/2019 às 16:45

A queda dos juros e sua manutenção em níveis baixos por muito tempo deve beneficiar as empresas de locação de veículos, shopping centers, elétricas e varejo, segundo a XP Investimentos. Os setores de mineração e siderurgia, papel e celulose e alimentos e bebidas terão impacto menor.

 

A lista das empresas beneficias inclui Localiza, Unidas e Movida, Iguatemi e Multiplan, Copel AES Tietê, Equatorial, Cemig, Taesa, CTEEP, Engie Brasil, Lojas Americanas, B2W, Via Varejo, Magazine Luíza e BRF. Na expectativa do corte hoje do juro básico pelo Comitê de Política Monetária de 5,50% para 5,00% e de indicações de novas reduções pelo Banco Central, a corretora fez uma lista de setores e companhias que terão impacto em seus resultados com a manutenção das taxas baixas por mais tempo. O maior impacto, de até 10% no preço-alvo dos papéis, será na redução do custo da dívida.

 

No setor de locação de veículos, mais de 90% das dívidas das companhias são atreladas à Selic, o que torna o impacto da redução dos juros imediato. Localiza, Unidas e Movida tem uma dívida que equivale a três vezes o EBITDA, o que as torna mais sensíveis ao corte de juros. Um corte de 0,5 ponto na Selic resultaria em um aumento de 10% no preço-alvo dessas companhias, diz a XP.

 

Nos shoppings, Iguatemi e Multiplan tem 85% e 70% respectivamente de suas dívidas atreladas à Selic e sua dívida equivale a 2,5 vezes o EBITDA. Cada corte de 0,5 ponto na taxa básica teria impacto de 6,5% no preço-alvo, estima a XP. Entre as elétricas com maiores dívidas atreladas à Selic, Copel, AES Tietê, Equatorial e Cemig seriam as primeiras a se beneficiar de um corte nos juros. A redução dos juros também ajuda as empresas que pagam dividendos elevados, principalmente no setor de transmissão, com Taesa e Cteep, e geração, como AES Tietê e Engie Brasil. Nesse caso, cada corte de 0,5 ponto nos juros elevaria o preço-alvo das empresas entre 3% e 6%.

 

No varejo, o endividamento das empresas é menor, de 0,3 a 2,5 vezes o EBIDTA, o que limita o impacto da queda dos juros, explica a XP. Mas elas pagarão menos também pelas antecipações de recebíveis dos clientes nas vendas a prazo. Assim, cada corte de 0,5 ponto no juro pode elevar de 3% a 4% o preço-alvo dos papéis de Lojas Americanas, B2W, Via Varejo e Magazine Luíza.

 

(Foto: Localiza/ Divulgação)

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