TC Mover
Mover

Mercado comemora trégua comercial EUA-China com rali, tira foco de transição e reformas no Brasil

Postado por: TC Mover em 03/12/2018 às 8:41

A segunda-feira começa em bom tom ao redor do mundo. Dezembro pode ajudar a reverter as fortes perdas de outubro e novembro no mercado global após o anúncio conjunto dos Estados Unidos e da China de dar uma curta trégua nas disputas comerciais entre as duas maiores economias do planeta. No entanto, as diferenças ainda estão longe de ser superadas.  Ainda assim, o apetite ao risco voltou aos mercados, com os maiores índices acionários, os rendimentos dos títulos de dívida pública, as commodities e os ativos de países emergentes subindo na esteira da trégua. Desde ontem à noite os futuros das bolsas americanas registram fortes ganhos. Investimentos vistos como porto-seguro, como o iene japonês, caíram. Os sinais apontam para uma alta no mercado brasileiro, tirando brevemente o foco dos desafios fiscais e legislativos do novo governo.

 

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, concordaram em evitar a escalada da atual disputa comercial entre os países com a promessa de suspender a imposição de mais sobretaxas às importações por 90 dias – como forma de encontrar uma solução duradoura. A trégua, como a imprensa global e os analistas definiram o encontro-jantar dos dois líderes e seus assessores no sábado à noite na Argentina, também dá alguma margem para a China repensar sua política de propriedade intelectual, de tratamento dos investimentos americanos no seu solo e até da liberdade na produção e comercialização de fentanil – causante de uma crise de opiáceos sem precedentes nos EUA.

 

Outro assunto para a semana é o depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, perante o Congresso dos EUA na quarta-feira. Será sua segunda fala em menos de uma semana e a primeira desde que a ata da última reunião de política monetária do Fed mostrar a incerteza sobre o rumo e ritmo das elevações trimestrais das taxas de juros para o ano que vem. O pano de fundo: Trump disse semana passada ao Washington Post que a política de altas nos juros da autarquia é “um problema muito maior do que a China”. Ninguém queria estar nos sapatos de Powell com um Trump triunfante após a reunião de sábado com os chineses. Enquanto isso, o investidor olha para a inflação no Brasil, reunião da Opep na quinta-feira e números de emprego nos EUA e do comércio chinês na sexta-feira.

 

Quer ser um investidor bem informado? Cadastre-se no TradersClub e siga nosso canal de notícias e comentários exclusivos.

 

Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

— As bolsas asiáticas, europeias e os futuros das bolsas americanas dispararam na manhã desta segunda-feira, assim como as commodities e os rendimentos da dívida pública dos maiores países, após a trégua entre os EUA e a China.

 

— O índice chinês e as bolsas na Europa mostraram fortes ganhos nesta segunda-feira. As moedas e as ações europeias também reagiam positivamente à especulação de que a Itália apresentará uma meta de déficit fiscal menor do que anunciada recentemente.

 

— O anúncio de Qatar se que vai deixar a Opep aliviava a alta no petróleo causada pelos motivos expostos acima: o acordo Rússia-Arábia Saudita e os cortes de produção no Canadá.

 

Principais notícias corporativas

 

— Petrobras: A Blackrock, a maior gestora de ativos do mundo, elevou sua participação na estatal para acima de 5%, de acordo com fato relevante divulgado na madrugada de sábado.

 

— Odebrecht: Além de cogitar a troca da sua diretora financeira, Marcela Drehmer, o grupo deve vender a concessão Rota das Bandeiras, informou O Globo.

 

— Banco do Brasil: A gestora de recursos do banco estatal, conhecida como BB DTVM e a maior do país, deve ser privatizada em 2019, disse coluna do O Globo.

 

— BR Malls: A maior operadora de shoppings do país negocia a compra de seis empreendimentos, diz a mesma coluna.

 

— Usiminas: A maior produtora listada de aço plano do país suspenderá a produção no alto forno de Ipatinga para manutenção por 11 dias.

 

— Cemig: A XP rebaixou a recomendação da Cemig de compra para neutra e elevou o preço-alvo de R$12 para R$13 após a forte valorização dos últimos meses.

 

— Marfrig: A Marfrig teria feito uma oferta pelos ativos de bovinos da BRF na Argentina e pela produção de hambúrguer da mesma empresa no Brasil, segundo o Valor

 

— Light: A Cemig adquiriu a totalidade das ações da RME na companhia, por R$659,4 milhões, encerrando compromissos relacionados à opção de venda dos bancos.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais
— 08h00: IPC-S até 30 de novembro – FGV
— 08h20: Pesquisa Focus – BC
— 09h00: PMI Industrial Brasil – Markit; anterior 51,1

— 15h00: Balança comercial de novembro – MDIC ; anterior US$6,12 bi

 

Indicadores internacionais
— 06h55: PMI Industrial da Alemanha de novembro; consenso 51,6

— 07h00:PMI Industrial da Zona do Euro de novembro; consenso 51,5

— 07h30: PMI Industrial do Reino Unido de novembro; consenso 51,5

—07h30: Confiança do Investidor Sentix Zona do Euro de dezembro; anterior 8,8

— 12h45: PMI Industrial dos EUA; consenso 55,4

— 13h00: PMI Industrial ISM dos EUA; consenso 57,8

— 13h00: Gastos no setor de construção dos EUA em outubro; consenso 0,4% na base mensal

— 18h30: Total de venda de veículos dos EUA; consenso 17,10 milhões

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis