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Termos de trégua em dúvida; Vale, produção industrial e leilões são destaque

Postado por: TC Mover em 04/12/2018 às 8:36

Os mercados azedaram ao longo do pregão asiático desta terça-feira e recuavam na Europa, em meio a um ceticismo sobre parte dos termos da chamada trégua comercial acertada entre os Estados Unidos e a China. Em um típico caso de “o peixe morre pela boca”, o presidente americano Donald Trump deixou seus principais assessores encrencados, tendo que provar a veracidade de possível acordo de remoção de tarifas dos carros americanos exportados à China. A confusão reflete a cautela que deve seguir os pronunciamentos de Trump, que tem uma tendência de anunciar negócios sem fornecer os detalhes necessários antecipadamente. Já tínhamos advertido no sábado à noite que, para o mercado ficar tranquilo, cada anúncio deveria ser referendado por ambos os lados.

 

No plano interno, hoje será mais um dia de leilões de linha, para mitigar a fome sazonal de empresas e bancos por moeda estrangeira. Além disso, teremos a divulgação da pesquisa de produção industrial no Brasil, que deve ter crescido em outubro, segundo economistas consultados pela TC News. Mesmo assim, o indicador ainda deve mostrar dificuldade para se recuperar do impacto da greve dos caminhoneiros que afligiu o país entre final de maio e começo de junho. Em outubro, a produção deve ter crescido 1,2% na base mensal já contabilizados os ajustes sazonais, de acordo com os economistas consultados.


Também fique de olho no Investor Day da Vale, que deve divulgar metas e estimativas de proventos. Para analistas, os executivos da maior produtora de minério de ferro do planeta devem explicar se um final da guerra comercial entre os dois países pode levá-los a comprar mais insumos. Ontem a Vale foi destaque nas carteiras recomendadas – o que permite inferir que os analistas continuam positivos em relação às perspectivas para a companhia. Fique de olho nos anúncios da gestão em relação aos dividendos para o ano que vem, assim como o andamento de processos de desinvestimento, alguma compra estratégica e o cenário para o minério de maior qualidade nos próximos anos.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

— Os principais índices acionários da Ásia e Europa caíram nesta terça-feira, enquanto os futuros das bolsas dos Estados Unidos apontavam para uma queda, com o investidor em dúvida em relação à veracidade de parte dos acertos anunciados pelo governo americano para desativar a disputa comercial com a China. Em movimento de maior aversão ao risco, os rendimentos dos Treasuries americanos recuavam e o iene avançou.

 

— As bolsas no Japão, na Alemanha e no Reino Unido sentiram o ceticismo do mercado, depois que, como mencionávamos antes, altos funcionários da administração Donald Trump se enrolaram tentando explicar o acerto divulgado pelo presidente na madrugada de segunda, de que a China tinha revogado tarifa de 40% nas suas compras de veículos americanos. Já Xangai e Hong Kong se deram melhor.

 

— O otimismo que rondou os ativos globais na segunda-feira se dissipava rapidamente, com o investidor tentando descobrir exatamente o que foi acertado entre os EUA e a China sobre a disputa comercial em encontro no fim de semana.

 

Principais notícias corporativas

 

— IMC: O conselho da IMC recomendou aos acionistas a não aderirem à OPA proposta pela Sapore.  

 

— Petrobras: A estatal anunciou um novo sistema de negociação da dívida do sistema Eletrobras.

 

— Azul: Segundo uma coluna do Globo, o Cade deve aprovar uma joint venture entre a companhia aérea e os Correios.

 

— Fibria: Os acionistas aprovaram pagamento de R$2,783 bilhão em dividendos a ser realizado no dia 12 de dezembro.

 

— Via Varejo: O contrato entre a Via Varejo e a Zurich Seguros ganhou uma renovação de mais R$2 bilhões, colocando a parceria como a segunda maior no mundo no setor de crédito, segundo o Estado.

 

— Fleury: A companhia adquiriu a Newscan Serviços Médicos, dona da Lafe, por R$170 milhões. A aquisição visa acelerar a expansão da empresa no Rio de Janeiro.

 

— Cteep: A empresa pagará R$1,225 bilhão em dividendos em 17 de dezembro.

 

— Camil: A companhia fechou uma parceria com a norte-americana Amyris para desenvolver um adoçante zero caloria à base de cana-de-açúcar.

 

— Banrisul: O banco aprovou pagamento de R$30 milhões em juros sobre o capital próprio, que será realizado em 26 de dezembro.

 

— BR Distribuidora: A companhia recebeu R$150,7 milhões da Eletrobras, referente à sétima parcela de dívida da elétrica.

 

— Sabesp: O novo governo de São Paulo anunciou Benedito Braga como diretor presidente.

 

— Hypera: A companhia vai expandir a produção de medicamentos sólidos na planta de Anápolis, em Goiás.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

— 05h00: IPC de novembro – Fipe; consenso 0,15% na base mensal

— 08h00: IPC-S Capitais até 30 de novembro – FGV

— 09h00: Produção industrial de outubro – IBGE;  consenso 1,2% na base mensal

— 09h00: Produção industrial de outubro – IBGE; consenso 2,3% na base anual


Indicadores internacionais

— 07h30: PMI de construção do Reino Unido de novembro; consenso 52,5

— 08h00: IPP da Zona do Euro de outubro; consenso 0,5% na base mensal

— 17h00: Produção Industrial da Argentina em outubro; anterior -11,5% na base anual

— 19h30: Estoques de Petróleo Bruto Semanal dos EUA – API; anterior 3,423 mi barris
— 22h30: PMI Serviços do Japão

— 23h45: PMI de Serviços Caixin da China de novembro; consenso 50,7

 

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