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Mesmo com incertezas em alta, terceiro trimestre deve trazer resultados sólidos

Postado por: TC Mover em 17/08/2018 às 11:18

— As companhias brasileiras listadas, que aumentaram seus lucros em 76%no segundo trimestre na base anual, podem repetir a tendência positiva no período julho-setembro, mesmo com a retomada lenta da economia e o aumento das incertezas relacionadas à eleição, em decorrência das taxas de juros menores no Brasil e os frutos da desalavancagem, disseram analistas e contribuidores TC.
— No entanto, o desempenho das ações deve oscilar ao longo dos próximos meses, por conta do cenário turbulento no país e mundo afora. No geral, o saldo da última temporada de resultados foi visto como mais positivo que o previsto, com o impacto da greve dos caminhoneiros se mostrando menos incisivo do que o mercado antevia.
— Quando considerados os resultados de Petrobras e Eletrobras, o crescimento dos lucros entre abril e junho totalizou R$39,44 bilhões, de acordo com a consultoria Economática. Excluindo as referidas estatais, para efeitos de suavizar a amostra, os ganhos cresceram 22% para R$26,55 bilhões no trimestre passado.

  • Para Adeodato Volpi Netto, contribuidor TC e estrategista-chefe da Eleven Financial, os balanços devem continuar mostrando “uma economia em recuperação lenta, porém estrutural”.
  • O analista Pedro Galdi, da Mirae Asset, acredita que a desaceleração econômica não tirou o brilho das métricas operacionais das maiores companhias listadas.
  • Para Eduardo Guimarães, da Levante Investimentos, a greve não ofuscou os lucros na mesma proporção em que as estimativas para o PIB, embora a base de comparação anual para os ganhos seja fraca.

O câmbio, que impactou companhias de diversos setores no trimestre passado, pode gerar menos transtornos, segundo Volpi. Isso devido à tendência de maior previsibilidade cambial e às estratégias de proteção que as companhias estão adotando.
Apesar dos fundamentos mais sólidos, há consenso entre os entrevistados de que os próximos meses trarão muita volatilidade ligada à eleição presidencial de outubro, bem como os temores de guerra comercial, crise nos mercados emergentes e a esperada alta dos juros americanos. Mais do que focar nos fatores isolados, a combinação entre eles parece ser o que ditará os rumos do mercado.
— Por isso, o investidor deve fazer suas previsões baseado nas probabilidades de um aperto monetário mais drástico do que o esperado nos Estados Unidos, uma potencial correção nas bolsas externas, os preços das commodities e nas perspectivas de vitória ou derrota de candidatos vistos como mais amigáveis às pautas pró-negócios na eleição.

  • Em retrospectiva, a Economática disse que o setor de papel e celulose registrou o maior prejuízo no segundo trimestre, de R$ 3,01 bilhões; as perdas sextuplicaram, em parte pela alta súbita do dólar.
  • os bancos foram os mais lucrativos, com alta de 16% na base anual, por melhor qualidade da carteira de crédito e a expansão das receitas por serviços como cartões, seguros e assessoria financeira.
  • Os analistas elencaram Petrobras, Gerdau, Vale, Ambev, Banco do Brasil, Magazine Luiza, Azul e Banco Inter como destaques positivos. Entre aquelas que frustraram as expectativas, foram citadas Cemig, Kroton, Multiplus, BRF e B2W.

 

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