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Recados de Bolsonaro e equipe sobre reformas promovem rali na bolsa

Postado por: TC Mover em 03/01/2019 às 8:13

O pregão inaugural de 2019 foi um para os livros: a bolsa de São Paulo ultrapassou pela primeira vez na história o patamar dos 91.000 pontos, com alta estelar de 3,56%. O rali, que não veio em dezembro, esperava as pontuações do novo presidente, Jair Bolsonaro, e de sua equipe sobre uma série de assuntos importantes para a saúde fiscal do país, como a reforma da Previdência e a venda de algumas estatais brasileiras. Eles acertaram em cheio: as falas do novo governo durante a cerimônia de posse do presidente, na última terça-feira, e da maioria dos novos ministros, ontem, trouxeram mais tranquilidade para o mercado quanto ao compromisso do governo Bolsonaro com as promessas de campanha na área econômica.

 

Com isso, o Brasil, que já fechou 2018 descolado da maioria dos mercados acionários globais, com alta de 15% no índice Bovespa, dá mais um passo para o que promete ser um começo de ano otimista com os avanços na área fiscal. A pergunta que fica no ar, no entanto, é como Bolsonaro irá convencer a população sobre certas medidas mais austeras e que historicamente colocaram a população contra seus governos, como aconteceu com vários países que implementaram uma reforma da Previdência nos últimos anos. Os detalhes de como isso será feito ainda pendem entre os investidores.

 

Para hoje, espere mais um dia bom para os mercados brasileiros; o exterior, apesar de um leve aumento da aversão ao risco nesta madrugada, tem baixas moderadas nas principais bolsas europeias. Os futuros dos índices americanos é que começaram a declinar com mais força, enquanto os investidores por lá aguardam o fechamento do impasse entre o presidente Donald Trump e o Congresso. Alguns dados da economia americana, que saem hoje, podem ajudar a calibrar o sentimento do mercado.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

As bolsas europeias e os futuros dos índices acionários americanos recuavam na manhã desta quinta-feira depois de a Apple cortar suas estimativas de receita para o trimestre anterior e elevar as preocupações com a desaceleração econômica global. A liquidez baixa, ainda impactada pelo lento retorno do feriado de Ano Novo no Ocidente, gerou flutuações exageradas nos mercados de câmbio e reduziu o apetite por risco.

 

A queda nas ações de tecnologia após o anúncio da Apple levou o índice Stoxx Europe 600 ao menor nível em mais de uma semana. O corte das projeções da gigante americana foi o primeiro em duas décadas, disseram analistas. Os contratos futuros no índice Nasdaq Composite chegaram a cair quase 2,5% nesta madrugada, forçando o investidor a migrar para ativos vistos como um porto seguro, como o iene, os Treasuries americanos e os títulos soberanos europeus. A bolsa de Tóquio continuava fechada por conta do feriado.

 

Por que uma companhia consegue fazer tanto barulho? Simples: o alerta emitido ontem pela Apple confirma a tendência de rápida desaceleração da indústria chinesa e corrobora com a tese de que a onda protecionista iniciada pelos Estados Unidos há pouco menos de um ano está impactando a atividade global. Os presidentes dos EUA e da China estão negociando um fim das disputas, mas não há nada concreto até agora – o que deve prolongar a volatilidade mundo afora.

 

Principais notícias corporativas

 

CVC: O conselho da companhia aprovou Luiz Fernando Fogaça como CEO por mandato de dois anos, passível de reeleição.

 

Eletrobras: As ações da estatal dispararam na véspera, após notícia de que o CEO, Wilson Ferreira, continuará no cargo.

 

General Motors: segundo a mídia, a companhia atingiu marca de 200 mil veículos elétricos vendidos nos EUA.

 

Telebras: A companhia recebeu pagamento por permuta de participação na EllaLink e Cabos Brasil Europa.

 

Tesla: as ações da montadora despencaram 6% na véspera por produção mais fraca que o esperado


Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IPC-S capitais (dezembro) – FGV

 

Indicadores internacionais

07h30 Reino Unido: PMI Construção (dezembro); consenso 52,9

11h15 EUA: Variação de Empregos ADP (dezembro); consenso 179.000

11h30 EUA: Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego; consenso 220.000

13h00 EUA: Gastos com construção (novembro); consenso 0,20%

13h00 EUA: PMI Industrial ISM (dezembr0); consenso 58

N.D. EUA: Vendas de novas casas (novembro); consenso 1.000

17h00 Argentina: Produção industrial (novembro); consenso 6,80%

18h30 EUA: Total de Vendas de Veículos; consenso 17,35 mi

19h30 “EUA: Estoques de Petróleo Bruto Semanal API

22h30 Japão: PMI Manufatura (dezembro); consenso 52,4

23h45 China: PMI de Serviços Caixin  (dezembro); consenso 53,1

 

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