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IPCA-15 vem em linha com consenso e aponta para inflação em desaceleração; núcleos recuam

Postado por: TC Mover em 25/06/2019 às 9:37

A prévia da inflação de junho veio em linha com o consenso, mostrando forte deflação no grupo de alimentação, em mais um sinal de que os preços ao consumidor devem mostrar desaceleração intensa nos próximos meses na esteira de uma economia fraca e de preços menores de alguns alimentos e dos combustíveis.

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, conhecido como IPCA-15, variou 0,06% em junho, levemente acima do consenso de 0,05% e recuando ante os 0,35% de maio. A taxa foi a menor para um mês de junho em 13 anos, de acordo com o IBGE. O IPCA-15 acumula alta de 3,84% em 12 meses, resultado abaixo dos 4,93% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e menor que a meta oficial do Banco Central, de 4,25%, para este ano.

 

Os números do IPCA-15 vieram no mesmo dia que o BC soltou a ata de sua última reunião de política monetária, onde espera uma estagnação da economia brasileira neste trimestre e não sinalizou um corte iminente nos juros. Os juros futuros corrigiram para cima por conta do tom menos dócil adotado pelo BC, sentimento limitado pelo resultado benigno do IPCA-15 em junho.

 

“Depois de lida a ata, por sinal música para os ouvidos de quem, como eu, sempre ansiou por um BC independente e técnico, creio que o pessoal do corta-tudo, corta-mais levou um banho de água fria. Em síntese, o BC continua com uma visão cautelosa do processo” de juros, disse Sérgio Machado, gestor da SF2 Investimentos e membro experiente do TC.

 

De acordo com o IBGE, o grupo alimentação e bebidas, que tinha ficado estável em maio, apresentou deflação de 0,64% em junho, exercendo o impacto negativo mais intenso sobre o IPCA-15. Nas altas, a maior variação positiva ficou com saúde e cuidados pessoais, avanço de 0,58%, seguido de habitação. Os demais grupos oscilaram entre a estabilidade e os 0,25%. Em relação à inflação subjacente, os cálculos mostraram forte desaceleração nas médias dos chamados núcleos, que passaram de 0,30% para 0,18% em junho. O índice de difusão, que mede a porcentagem de itens dentro da amostragem do índice que mostraram altas, se manteve estável nos 48%.

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