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IPCA-15, núcleos vêm abaixo do consenso com alimentos estáveis; juros oscilam

Postado por: TC Mover em 24/05/2019 às 9:40

A prévia de inflação de maio, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, veio bem abaixo do consenso, refletindo quedas de preços em alguns segmentos e custos de alimentação estáveis, o que pode reforçar as expectativas de alguns investidores de que a lenta retomada da economia pode abrir espaço para um relaxamento na política monetária mais à frente.

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15, atingiu 0,35% em maio, resultado inferior aos 0,72% de abril, mesmo que registrando a maior variação para maio desde 2016. O consenso esperava 0,42%. Já o acumulado em 12 meses registrou uma aceleração para 4,93%, acima dos 4,71% registrados em abril, porém abaixo do consenso de 4,99%.

 

Segundo o IBGE, os grupos artigos de residência e comunicação apresentaram deflação de abril para maio, enquanto alimentação e bebidas e educação mostraram estabilidade. O grupo que mais pressionou o índice para cima foi saúde e cuidados pessoais, juntamente com transportes – por conta da alta no petróleo e no dólar.

 

Os juros futuros oscilaram após a divulgação do número, mostrando viés de baixa. O contrato do DI para janeiro próximo operava estável, em 6,375%, às 09h15, enquanto o DI para janeiro de 2021 – que mede as expectativas do mercado para o nível da taxa básica de juros Selic em dezembro do ano que vem – recuava 1 ponto-base para 6,77%.

 

Os núcleos de inflação, que são usados para medir as variações de preços ao consumidor tirando os itens mais voláteis da cesta de bens do IPCA, mostraram desaceleração frente ao mês anterior. A média dos aumentos do IPCA-15 no mês caiu de 0,41% em abril para 0,30% em maio, disseram economistas. O índice de difusão, que mede a dispersão de altas na cesta que compõe o IPCA, recuou de 62,5% para 48,5% no mesmo período.

 

(Foto: Agência Brasil)

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