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IBC-Br recua pelo quarto mês seguido, sinalizando risco de recessão nos próximos meses

Postado por: TC Mover em 14/06/2019 às 9:22

A atividade econômica no Brasil contraiu pelo quarto mês seguido em abril, sinalizando que a trajetória de enfraquecimento da economia deve continuar no atual trimestre e nos próximos meses – e elevando o risco de uma recessão.

 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, comumente utilizado como uma prévia do PIB brasileiro, mostrou queda de 0,47% em abril ante março, na série ajustada pela sazonalidade. O consenso aguardava queda de 0,20% no mês. Na comparação anual, o IBC-Br recuou 0,63%, pior que o consenso de contração de 0,50%.

 

Os números indicam que a economia continua a operar com um alto grau de folga tanto no mercado de trabalho como no uso do capital, o que deriva numa taxa de desemprego ainda significativamente alta. Muito da melhora nos próximos meses vai depender de como a economia vai reagir à possível aprovação da Reforma da Previdência, que pode resgatar a confiança do consumidor e do empresário, além de reduzir o peso do governo no setor privado e na produção.

 

“O progresso em direção à consolidação fiscal nos níveis federal e subnacional permanece, em nossa avaliação, fundamental para ancorar o sentimento do mercado, apoiar o sentimento dos consumidores e das empresas e alavancar o que tem sido até agora uma recuperação extremamente superficial e decepcionante,” disse Alberto ramos, economista-chefe para a América Latina no Goldman Sachs.

 

As projeções do relatório Focus para o crescimento do PIB já recuaram por 14 semanas consecutivas passando de 2% no início do ano para 1,13% na semana passada. Os juros futuros subiam às 09h10, na contramão do que o mercado esperaria como reação aos números fracos do IBC-Br, por conta do menor apetite ao risco mundo afora. Isso também puxa para baixo o futuro do Ibovespa.

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