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Estrategistas veem alta da bolsa mais devagar em fevereiro

Postado por: TradersClub em 30/01/2019 às 17:21

A alta da bolsa pode arrefecer em fevereiro, na medida em que os prazos para algumas disputas comerciais e geopolíticas se aproxima e o Congresso testa a agenda reformista do novo governo, de acordo com estrategistas de seis corretoras e bancos, que ajustaram suas carteiras recomendadas para o mês com papéis mais defensivos ou focados na economia local.

 

Depois de subir mais de 14% em janeiro, “acreditamos que um respiro no Ibovespa é possível”, disse a equipe da XP Investimentos; outras esperam maior volatilidade com a rodada final de conversas comerciais entre os Estados Unidos e a China, os desdobramentos da saída do Reino Unido da União Europeia e a apresentação da reforma da Previdência ao Congresso.

 

Tal contexto leva em conta que qualquer avanço nos preços das ações brasileiras será liderado por um ciclo de lucros forte, como é projetado para a temporada atual de balanços do quarto trimestre. Isso permitiria diluir um pouco o impacto do rali recente nos múltiplos das ações brasileiras – que têm subido consistentemente desde o fim da eleição presidencial.

 

O índice Ibovespa negocia a 12,5 vezes lucro estimado, levemente acima da média histórica de 12,3 vezes, enquanto papéis com mais exposição à economia doméstica já negociam 22% acima das médias.

 

CARTEIRAS

 

Para a XP, o mercado já antecipou parte da melhora do cenário no Brasil, destacando que as mudanças na carteira têm como objetivo ganhar maior exposição a ações que ainda estão descontadas. Assim, dobrou o peso de Azul e Gerdau na carteira, retirou BRF para dar entrada à JBS, cortou o peso das ações do Banco do Brasil, da Localiza e da Vale.

 

A carteira do BB Investimentos tem como premissa a crença de que o tom positivo de janeiro deve perdurar, mas “com menor ímpeto”. Notando boa probabilidade de avanço da agenda de reformas, com a ressalva do imbróglio comercial EUA-China, os analistas incluíram os papéis de CSN, MRV, GPA e Petrobras no portfólio. Via Varejo, Gerdau, IRB Brasil, Lojas Renner, Itaú Unibanco e Klabin também integram a seleção.

 

Para o BTG Pactual, aspectos estruturais como a queda do custo do capital no longo prazo tornam a renda variável ainda mais atrativa. A expectativa da aprovação da reforma da Previdência “pode reduzir ainda mais as taxas de longo prazo, dando maior fundação para o bom desempenho das ações brasileiras”. Os papéis de destaque incluem Petrobras, BB, B3, Lojas Renner e Rumo. Adicionou o ADR da PagSeguro, a ação da Iguatemi e a da Equatorial.

 

A Safra Corretora divulgou sua carteira com predominância de nomes correlacionados à atividade interna, incluindo BB, Ecorodovias e Raia Drogasil. Ações de Itaú, Bradesco, IRB Brasil, GPA, Localiza, Lojas Renner, Petrobras, Bradespar, Randon, B3, Klabin, Gerdau, Kroton e Energisa completam a lista.

 

A Guide segue “com a estratégia de manter maior exposição em papéis correlacionados com a atividade doméstica, e papéis que contém eventos no curto prazo”. Neste contexto, os analistas acrescentaram as ações de Natura na lista formada também pelas ações de B3, Banco do Brasil, Cemig, Cyrela, IBR Brasil, Petrobras, Rumo, Localiza e Vale.

 

A carteira da Mirae destaca nomes ligados à economia doméstica e também estatais, apostando que a reforma da Previdência possa entrar na pauta do Congresso na segunda quinzena no mês. No portfólio, sugere Ambev, B3, Banco do Brasil, Iochpe-Maxion, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobras, Rumo, Ultrapar e Usiminas.

 

Os analistas da corretora Terra Investimentos incluíram Braskem, Qualicorp e Via Varejo na carteira recomendada para fevereiro. No portfólio elaborado pelo analista Régis Chinchila constam também Petrobras, Itaúsa, Gerdau e BRF.

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