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Fala de Bolsonaro sobre Previdência preocupa mercado; juros sobem

Postado por: TC Mover em 04/01/2019 às 10:36

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem à noite que a “ideia inicial” do governo para aprovar a reforma da Previdência é estabelecer de forma gradativa a idade mínima de 62 anos para homens e 57 para mulheres, diferentemente da proposta elaborada e parcialmente negociada pelo ex-presidente Michel Temer.

 

A fala, feita durante uma entrevista ao canal SBT, ajudou a amenizar a euforia do mercado com as declarações da equipe econômica dos últimos dias por apontar falta de clareza em relação aos planos do novo governo para este passo crucial do ajuste fiscal.

 

Sobre quando pretende enviar ao Congresso a proposta, Bolsonaro disse defender que a Câmara analise o projeto já aprovado pela comissão especial, em maio de 2017. “O que nós queremos é aproveitar a reforma que já está na Câmara[…] mas vamos rever alguma coisa porque a boa reforma é aquela que passa na Câmara e no Senado, não a que está na minha cabeça ou na da equipe econômica”, disse.

 

Para o gestor David Cohen, do fundo Paineiras, a idade mínima de 62 anos e 57 anos para homens e mulheres viria em 2022, “o que seria uma regra de transição bem mais agressiva que a proposta que está na Câmara, abrindo espaço para o próximo presidente continuar aumentando-a, sem precisar de PEC.” Segundo ele, seria mais rápido do que a proposta Temer.

 

Ainda assim, segundo uma matéria do jornal Valor Econômico, que citou uma fonte próxima ao ministro Paulo Guedes, da pasta da Economia, a proposta que vem sendo desenhada pelo novo governo quer deixar o menor número possível de itens no texto constitucional.

 

Um dos temas que poderiam ser tratados por leis ordinárias ou outros instrumentos infraconstitucionais é a regra de cálculo do benefício, que constava da reforma encaminhada por Temer ao Congresso. A ideia é tornar o sistema mais flexível para mudanças posteriores.

 

  •  Com o otimismo minguado pela falta de clareza quanto à proposta da reforma, a curva de juros brasileira abriu em alta, apagando parte da queda forte de quarta-feira.
  • A reação acontece principalmente nas pontas média e longas da curva; a ponta curta, com os contratos para janeiro de 2020 e de 2021, negocia na estabilidade.
  • O contrato do DI para janeiro de 2022 sobe 3 pontos-base para 7,960%, enquanto o DI para janeiro de 2025 ganha 7 pontos-base para 9,010%.

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