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Mercados externos ativam cautela; governo negocia cessão onerosa

Postado por: TC Mover em 27/11/2018 às 8:58

Após as várias falas do presidente Donald Trump sobre assuntos que vão desde a caravana de imigrantes no México até tarifas sobre os iPhones fabricados na China, o mercado europeu e os futuros dos índices americanos amanheceram em tom de cautela, o que pode manter a preocupação com os ativos no mercado brasileiro. Por aqui, as incertezas sobre a condução econômica do governo Jair Bolsonaro deixaram o dólar futuro e a bolsa pressionados durante todo o pregão de segunda-feira, embalados pelo sentimento externo de que a guerra comercial dos EUA com o governo chinês e agora o estremecimento das relações com o México podem travar o andamento da economia global a partir do próximo ano.

 

Para hoje, o investidor deve ficar atento aos desdobramentos de uma série de notícias políticas e que envolvem o ajuste fiscal tão necessário ao país, com especial atenção para a possibilidade de votação da cessão onerosa no Senado nesta tarde. Os movimentos de ontem, com a alta intradiária mais intensa do dólar em meses, mostram que não existe vontade dos investidores estrangeiros em trazer dinheiro para o Brasil sem sinais concretos de avanço na agenda de reformas e de ajuste fiscal. Para Dan Kawa, chefe de asset allocation do Icatu Vanguarda, o estrangeiro não vai dar o benefício da dúvida ao presidente eleito Jair Bolsonaro em meio a um cenário internacional mais desafiador.

 

No plano interno, fique de olho nas nomeações de Bolsonaro, que prometeu terminar a composição da sua equipe até o final deste mês. O compromisso foi reafirmado na última semana pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que indicou que todos os nomes para os ministérios do próximo governo seriam divulgados até sexta-feira. Bolsonaro já nomeou doze ministros, e a ideia é ter não mais de 18 pastas no ano que vem. Segundo a Folha de S. Paulo, um dos motivos que está fazendo o governo eleito demorar para dar um nome para o ministério de Infraestrutura é uma pressão de representantes do MDB e do PR para que a pasta não vá parar nas mãos dos militares, como indicado amplamente por Bolsonaro desde a campanha.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

— Os futuros dos índices acionários americanos recuavam dos mercados europeus nesta terça-feira, depois que o presidente Donald Trump alertou que os Estados Unidos não estão interessados em anunciar um cessar-fogo nas disputas comerciais com a China ou diplomáticas com o México por causa das caravanas de imigrantes. Nesse contexto, as commodities recuavam, lideradas pelo petróleo e o cobre.

 

— Na Europa, os títulos de dívida pública da região avançavam e tanto o euro quanto a libra esterlina recuavam ante o dólar; no caso da libra, mais um jogo de Trump estava por trás do movimento, disseram traders. Em meio a temores de que o Parlamento britânico possa vetar o acordo que permite a saída organizada da Grã-Bretanha da União Europeia, Trump disse que os termos deste poderiam comprometer a capacidade britânica de fechar pactos comerciais com os EUA no futuro.

 

— O investidor está de olho na agenda agitada para a semana: números do PIB americano, discursos de lideranças do Federal Reserve e o esperado encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping em Buenos Aires no final da semana.

 

Principais notícias corporativas

 

— Saraiva: A Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial da rede de livrarias, que tem dívida de quase R$675 milhões.

 

— Dommo: A petroleira informou prazo de até 7 de dezembro para divulgar o balanço do terceiro trimestre. Segundo a companhia, o atraso ocorreu devido à incorporação da Óleo e Gás Participações e novo contrato com a plataforma OSX-3.

 

— Hermes Pardini: A companhia recebeu rating AA(bra) da agência de classificação de risco Fitch.

 

— Apple: O presidente dos EUA ameaçou tarifar em até 10% os iPhones produzidos na China.

 

— General Motors: O presidente dos EUA criticou a companhia por fechar fábricas e demitir funcionários na América do Norte, no âmbito de uma reestruturação.

 

— Setor sucroalcooeiro: O ministério da Saúde as indústrias de alimentos e bebidas fecharam um acordo para retirar 144 mil toneladas de açúcar de alimentos e bebidas até 2022.

 

— Fibria: O conselho de administração da produtora de celulose aprovou aumento do plano de investimentos para este ano de R$4,08 bilhões para R$4,33 bilhões.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais
— 05h00: IPC 3ª prévia de novembro – Fipe
— 08h00: Sondagem da construção – FGV
— 08h00: INCC – FGV
— 10h30: Saldo em conta corrente – BC; consenso US$1,0 bilhão
— 10h30: Investimento estrangeiro direto em outubro – BC; consenso US$ 8,5 bilhões

 

Indicadores internacionais
— 09h00: Pesquisa de varejo CBI do Reino Unido em novembro; consenso 10
— 11h55: Índice Redbook dos EUA; anterior 0,2% na base mensal

— 13h00: Confiança do consumidor CB dos EUA em novembro; consenso 135,5
— 19h30: Estoques semanais de petróleo bruto dos EUA – API; anterior – 1,545 mi barris

 

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