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O que espera o investidor em 2019

Postado por: TC Mover em 27/12/2018 às 8:52

Para os editores da TC News, o cenário de mercado em 2019 deve ser desafiador no mundo inteiro. O calendário das reformas e o ajuste fiscal, assim como o rumo da governabilidade devem dominar a atenção dos investidores no Brasil. Juros em alta e desaceleração econômica nos Estados Unidos e na Europa, a perspectiva de um dólar forte, os desdobramentos da atual disputa comercial, o petróleo em queda e até o aumento de algo-trading devem pesar sobre os mercados.

 

No Brasil, Jair Bolsonaro assume como Presidente da República em 1º de janeiro, com a missão de resolver sérios problemas políticos, econômicos e sociais que afligem o país. A administração Michel Temer deixou um legado de melhorias em alguns desses aspectos, mas ainda há muito a ser feito. Quiçá o ponto mais ambicioso da agenda Bolsonaro é também o que mantém o mercado mais empolgado: o pacote de ajuste fiscal, completamente ligado ao crescimento do país. A capacidade de Bolsonaro de fazer uma consolidação fiscal ao reduzir o peso das despesas obrigatórias no orçamento será testada, assim como a probabilidade de aprovar a reforma da Previdência – que deve sofrer oposição do Legislativo e do funcionalismo público. A Previdência, aliás, será o primeiro teste da habilidade de Bolsonaro para lidar com um país que resiste em mudar e que pode quebrar em menos de dois anos, caso medidas duras não sejam implementadas.

 

Há chances de ver os mercados emergentes, com destaque para o Brasil, mostrando desempenhos favoráveis no início de 2019, enquanto o mercado decifra se a desaceleração econômica nos EUA é para valer. Os primeiros três meses do ano serão fundamentais para consolidar alguma tendência de alta no mercado local, de acordo com Guillermo Parra-Bernal, editor-chefe da TC News. Embora o Brasil, assim como a maioria dos mercados dos países em desenvolvimento, esteja ainda machucado por conta da turbulência nos mercados em 2018, devemos ver altas nas ações que se oferecem como um hedge contra a economia americana, assim como nas moedas e títulos da dívida de países em pleno processo de desalavancagem.

 

Fique de olho também nos riscos geopolíticos pontuais como o Brexit, cujo prazo é 29 de março. A situação do mercado do petróleo também deve atrair os olhares de milhões de investidores no mundo inteiro. Há um crescente sentimento de incerteza entre os investidores de que a atividade na China está ficando cada vez mais resistente aos estímulos de política econômica – o que geralmente tem um impacto direto no Brasil. Finalmente, achamos que há riscos de maior ruído político nos EUA: o estilo irascível e temperamental do presidente Donald Trump deve continuar produzindo manchetes negativas que farão os mercados sofrerem – lembrando que em agosto o presidente americano se gabava de ter deixado as bolsas nas máximas históricas. Os principais índices de Nova Iorque já entraram em território de correção várias vezes nas últimas semanas graças aos tweets de Trump. O risco de um impeachment, que há meses era visto como desprezível, tende a crescer com o Partido Democrata no comando da Câmara dos Deputados.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os índices acionários americanos tiveram ontem o melhor dia em quase uma década, com o Dow Jones Industrial registrando o maior ganho diário em pontos na história e a maior variação percentual desde 2009.

 

O rali de ontem em Wall Street ajudou a recuperar as perdas do pregão pré-Natal, que seguiam o receio dos investidores com as confusões políticas encabeçadas por Trump. Para gestores e analistas consultados pela TC News, o dia histórico foi resultado dos preços atrativos das ações americanas após queda generalizada desde outubro.

 

Hoje, os futuros das bolsas nos EUA apontam para uma abertura em leve queda, enquanto os mercados asiáticos fecharam mistos com influência do rali americano; o índice Nikkei de Tóquio fechou em alta forte de 3,88%. Já índice Xangai Composto, da China, caiu após a demissão de dois executivos da petroleira nacional, a Sinopec.

 

Principais notícias corporativas

 

Via Varejo: Pouco mais de anos após colocar sua participação na Via Varejo à venda, o GPA começa hoje a se desfazer de sua posição na empresa por meio de leilão na bolsa: será 50 milhões de ações a serem ofertadas, correspondentes a 3,86% do capital social. Os papéis da Via Varejo, que encerraram o dia em R$ 4,30, deverão ser colocados no block trade a R$ 4,42.

 

GPA: Se não aparecer comprador estratégico para a Via Varejo neste ano, GPA deve voltar a vender suas ações no mercado até o fim de 2019. O objetivo é, pois, sair da operação.

 

Ontem, no primeiro dia útil após o anúncio do leilão, as ações da Via Varejo e do GPA ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa – recuos de 5,7% e 5%, respectivamente. A GPA tinha informado nesta última sexta-feira que Peter Estermann, atual CEO do GPA, também irá assumir como CEO da Via Varejo, no cargo de Flavio Dias, há dez meses no cargo.

 

Gol: A segunda maior companhia aérea do Brasil informou nesta quarta-feira que assinou contrato de venda e arrendamento com a Castlelake e Apollo Aviation para a troca de 13 aeronaves Boeing 737 NG por aviões Boeing 737 MAX-8.

 

O negócio vai permitir que a Gol reduza sua dívida líquida em cerca de R$1,1 bilhão – via uma redução de R$510 milhões em arrendamento financeiro e aumento de R$580 milhões em liquidez em caixa.

 

Iguatemi: A administradora de shoppings anunciou a construção de uma nova torre comercial no Galleria Shopping, em Campinas.  

 

Banco do Brasil: A troca de governo já fez mais de 50 pessoas do Banco do Brasil e de empresas coligadas saírem de seus cargos, disse o Estado. Entre elas, estão vice-presidentes, diretores, superintendentes e gerentes deixaram o conglomerado.


Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IPC-S Capitais (dezembro) – FGV

08h00 Sondagem da Indústria (dezembro) – FGV

10h30 BC: Desembolsos de crédito bancário (novembro)

10h30 BC: Spreads bancários (novembro)

10h30 BC: Inadimplência do crédito livre (novembro)

14h30 Tesouro: Resultado primário do governo central em novembro

 

Indicadores internacionais

11h30 EUA: Pedidos contínuos por seguro-desemprego; consenso 217 mil

13h00 EUA: Confiança do Consumidor (dezembro); consenso 133,7

13h00 EUA: Vendas de moradias novas (novembro); consenso 560 mil

17h00 Argentina: Transações correntes (3T)

21h30 Japão: IPC Tóquio (dezembro)

21h30 Japão: Taxa de desemprego (novembro); consenso 2,40%

21h50 Japão: Produção industrial (novembro); consenso -1,90%

21h50 Japão: Vendas no varejo (novembro); consenso 2,20%

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

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