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Decisão e comentários do Fed impulsionam aversão ao risco

Postado por: TC Mover em 20/12/2018 às 8:39

Hoje é o último dia de uma bateria de decisões de política monetária ao redor do mundo, que deixam os mercados reverberando. Na Ásia, o recado do Banco Central do Japão de não colocar mais estímulos à economia derrubou as bolsas, na esteira do FOMC, o comitê de política monetária dos Estados Unidos, que frustrou as expectativas do mercado por um comunicado mais suave. As bolsas na Europa reagiam mal à situação, com a aversão ao risco tomando corpo em formato de fuga dos ativos emergentes. O ETF iShares MSCI Brazil caía 0,11% no pré-market americano, após a bolsa brasileira apagar a alta do início do pregão e cair abaixo dos 87.000 pontos.

 

Se houve algum aprendizado ontem com a decisão do Fed de aumentar juros e ainda sinalizar mais duas altas para o ano que vem, é que o mercado está numa onda de otimismo injustificado, que piora a volatilidade e aumenta a frustração do investidor. Nem os recados do presidente Donald Trump ajudaram a aplacar o posicionamento da autarquia, que elevou o intervalo da taxa-alvo básica para 2,25% a 2,5% e prometeu fazer “o que tiver que fazer” para evitar uma escalada inflacionária.

 

Existia a esperança crescente de que a autoridade monetária dos EUA pudesse sinalizar claramente uma pausa no seu ciclo de alta de juros para analisar o impacto dos aumentos recentes na taxa Fed Funds na economia americana; em vez disso, o viés altista foi reiterado, assim como as metas de redução de balanço da instituição, o que está sugando a liquidez nos mercados de renda fixa globais. Na agenda de hoje, temos a decisão de juros do Banco da Inglaterra, dados de emprego nos Estados Unidos e, por aqui, a arrecadação do governo central de novembro.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC


As bolsas recuaram na Europa e na Ásia nesta quinta-feira, enquanto os futuros dos índices acionários americanos apontavam para mais uma abertura no vermelho, sinalizando crescentes temores com a possibilidade de uma desaceleração econômica global mais intensa e maior turbulência nos mercados após o Fed manter seu viés altista na política monetária.

 

Em mais um sinal de forte aversão ao risco, o dólar enfraqueceu, os rendimentos dos Treasuries caiam e o “índice do medo” avançava.

 

O tombo que começou na tarde de ontem, se estendeu até Ásia, onde as bolsas fecharam em forte queda, seguindo a decisão do BoJ e as mudanças na condução econômica da China. Duas em cada três ações listadas no índice pan-europeu Stoxx600 recuavam.

Principais notícias corporativas


Cielo: A companhia fechou parceria com o Banco Original para um novo modelo de oferta digital e soluções de pagamento.

 

Ambev: A subsidiária canadense da companhia, Labatt, firmou parceria para produção e comercialização de bebidas feitas com Cannabis.

 

Banrisul: o banco gaúcho aprovou juros sobre capital próprio no montante de R$45 milhões e pagamento em 13 de fevereiro.

 

São Carlos: A empresa informou que sua subsidiária 253 participações fechou um acordo para vender um terreno por R$42 milhões.

 

Bradespar: A companhia resgatou todas as notas comerciais da 3ª emissão no valor de R$2,4 bilhões.

 

Gerdau: O conselho da siderúrgica aprova R$1,1 bilhão em adiantamento para um aumento de capital da unidade Gerdau Aços Longos.

 

Petrobras: O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello suspendeu um decreto que define as regras de venda de campos de petróleo da Petrobras e para a compra de equipamentos por consórcios liderados pela empresa, o que pode afetar o plano de desalavancagem da estatal.

 

Banco Inter: O banco fechou um acordo com a Justiça para pagar R$1,5 milhão em reparação de danos morais coletivos devido ao vazamento de dados de clientes.

 

Lojas Americanas: As Lojas Americanas, focada em cumprir o plano de expansão previsto, ainda planeja abrir franquias para o modelo de lojas de conveniência em 2019, disse o Valor, citando o diretor financeiro da varejista; o resultado das vendas na Black Friday deve ser visto como um termômetro para o bom desempenho esperado para 2019.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 Prévia da confiança na indústria – FGV

08h00 Expectativa de inflação dos consumidores – FGV

N.D. Saldo de criação de vagas (novembro) – Caged

N.D. Arrecadação de impostos (novembro) – Receita

 

Indicadores internacionais

N.D. Japão: Decisão da taxa de juros; consenso -0,10%

07h00 UE: Transações correntes (outubro)

07h30 Reino Unido: Vendas no varejo mensal (novembro); consenso 0,30%

07h30 Reino Unido: Núcleo de vendas no varejo mensal (novembro); consenso 0,02%

10h00 Reino Unido: Decisão da taxa de juros; consenso 0,75%

10h00 Reino Unido: Flexibilização quantitativa total do BoE; consenso £435 bi

11h30 EUA: Pedidos iniciais por seguro-desemprego; consenso 219 mil

11h30 EUA: Índice de atividade industrial Fed Filadélfia (dezembro); consenso 15,6

17h00 México: Decisão da taxa de juros; consenso 8,25%

18h00 Argentina: Vendas no varejo (outubro)

21h30 Japão: IPC nacional anual (novembro); consenso 1,00%

22h00 Reino Unido: Confiança do consumidor Gfk (dezembro); consenso -14

 

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