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Dalio vê como inevitável o triunfo da Teoria Monetária Moderna: por quê?

Postado por: TC Mover em 02/05/2019 às 14:30

Os bancos centrais estão a caminho de mudar drasticamente e é inevitável que um novo arranjo, como a teoria monetária moderna, seja considerado para substituir seu papel, disse Ray Dalio, o fundador do maior hedge fund do mundo, mostrando como grandes nomes do mercado estão levando a discussão cada vez mais a sério.

 

Dalio, cuja Bridgewater Associates administra mais de US$160 bilhões em ativos, afirmou que o desafio dos banqueiros centrais de “criar bem-estar econômico para a maioria das pessoas” está sendo colocado em xeque agora que o uso das taxas de juros e a compra de ativos financeiros para gerar mais liquidez não estão funcionando. Abraçar alguns dos preceitos recomendados pela teoria monetária moderna não implica, necessariamente, seguir à risca o modelo, ele disse em sua conta no LinkedIn.

 

A teoria monetária moderna, ou TMM, busca entender melhor porque a inflação se situa abaixo das metas nas economias avançadas, mesmo depois do prolongado aumento da base monetária em anos recentes. Ela defende um preceito fundamental em particular: países que se endividam em sua própria moeda não precisam se preocupar excessivamente com seus níveis de endividamento, porque a chance de eles falirem é quase nula. Por isso, eles continuam a receber apoio – e dinheiro – dos participantes no mercado de títulos.

 

O debate sobre esse modelo tomou dimensões inesperadas nos últimos meses, após ter sido criticado por uma série de pesos pesados das finanças globais, desde o bilionário investidor Warren Buffett e o “rei dos bonds”, o gestor Jeffrey Gundlach, até o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Economistas dos maiores bancos centrais, de forma discreta, têm levantado a bola de que a nova macro oferece argumentos arriscados, se não perigosos.

 

Mesmo assim, alguma evidência empírica tem dado força aos defensores da TMM: com as taxas de juros fixadas perto de zero na Europa e no Japão, a política fiscal mais expansionista está surgindo como o único instrumento que gere crescimento econômico. O déficit fiscal nos Estados Unidos, por exemplo, explodiu após a crise financeira de 2008 e está subindo na administração do presidente Donald Trump. Enquanto isso, o mercado de dívida, em vez de forçar os juros dos Treasuries para cima, tem mostrado níveis estáveis – porém com volatilidade.

 

(Foto: Ray Dalio/Getty Images)

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