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Crédito sobe, inadimplência cai em dezembro, sugerindo trimestre bom para bancos

Postado por: TC Mover em 29/01/2019 às 11:59

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional cresceu no ritmo mais alto em pelo menos dois anos, e a inadimplência tocou seu menor patamar em mais de quatro anos em dezembro, no que indica que os resultados dos maiores privados bancos do país devem mostrar uma melhora na rentabilidade e uma forte queda nas provisões.

 

De acordo com relatório do Banco Central distribuído na terça-feira, o saldo das operações de crédito alcançou R$3,3 trilhões em dezembro, após crescimento de 1,8% no base mensal. A carteira de pessoas jurídicas registrou expansão de 2,7%, enquanto a de pessoas físicas aumentou 1,1%. No ano, a carteira total cresceu 5,5%, revertendo as contrações dos dois anos anteriores, e a relação crédito/PIB atingiu 47,4% no final do ano.

 

O indicador de custo de crédito, que é a média do custo de toda a carteira do sistema financeiro, encerrou o ano em 20,5%, o menor valor desde maio de 2015. A taxa média de juros das contratações de dezembro alcançou 23,3% ao ano, após reduções de 1,3 pontos percentuais no mês e de 2,3 pontos na base anual. Já a inadimplência do sistema nos recursos livres – ou seja, excluindo o crédito subsidiado – recuou de 3% em novembro para 2,9% em dezembro, menos patamar em quase cinco anos.

 

Os números mostram que o mercado de crédito está começando a mostrar um ritmo de retomada mais rápido em meio à recuperação um pouco mais acelerada da economia brasileira. Analistas esperam que a temporada de balanços dos maiores bancos para o quarto trimestre, que começa amanhã com o Santander Brasil, mostre forte queda nas provisões, aumentos nas concessões de empréstimos e uma estabilização na margem de juros após sucessivas quedas.

 

Uma proxy de como os banco se comportaram é o indicador de controle de capital, no relatório do BC: nele é possível ver como a inadimplência e as provisões do sistema caíram no trimestre. Por um lado, houve uma queda no peso do crédito dos bancos públicos e um recuo nas provisões dos bancos privados sobre seus saldos de capital, indicando que eles conseguiram liberar mais dinheiro retido para o lucro, ao longo do trimestre.

 

(Foto: Logos do principais bancos – SAC 0800 Bancos)

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