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Copom mantém Selic pela décima reunião seguida, condiciona corte às reformas

Postado por: TC Mover em 19/06/2019 às 18:43

O comitê de política monetária do Banco Central do Brasil manteve a taxa básica de juros Selic inalterada pela décima reunião seguida, destacando que, apesar da interrupção da retomada econômica e a inflação sob controle, o risco da não aprovação das reformas para sanear as finanças públicas representam um risco para a política monetária.

 

A decisão, que foi unânime e deixou a Selic em 6,50% ao ano, a mínima histórica, veio em linha com o consenso. No comunicado, o BC disse que os dados mais recentes indicam “interrupção” do processo de recuperação da economia ao longo dos últimos trimestres; a recuperação da atividade deve acontecer de maneira gradual, disse em comunicado.

 

Apesar de permanecerem fatores de risco em ambas as direções, ou seja, para uma inflação em alta ou em baixa, “uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”, que, segundo o comunicado, aparece como o risco mais “preponderante” no momento. O racional sugere que o BC ainda está cauteloso em relação à tramitação da pauta no Congresso – em meio à forte disputa entre o governo e o Congresso pela pauta legislativa.

 

O mercado estima uma probabilidade cada vez maior de aprovação da reforma, o que poderia levar a cortes de juros a partir do terceiro trimestre. O contrato do DI com vencimento em outubro já precifica um corte de 25 pontos-base, e o de dezembro também – ficando a Selic em 6,00%. O DI para janeiro de 2021 precifica estabilidade da Selic no ano que vem. O DI para janeiro próximo fechou hoje em queda de 1 ponto-base a 6,08%.

 

O comitê deve ser reunir de novo em 30 e 31 de julho. A reunião do Copom, como o comitê é conhecido, aconteceu no mesmo dia em que o Federal Reserve, banco central americano, anunciou a manutenção da taxa-alvo de juros na faixa de 2,25% a 2,5%, mas sinalizou que poderia agir se a economia americana corresse o risco de uma desaceleração pronunciada.

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