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Confira as ações do Ibovespa que mais ganharam e perderam em 2018

Postado por: TC Mover em 28/12/2018 às 17:06

— As ações de varejo se destacaram entre os papéis do Ibovespa em 2018, enquanto o setor de adquirência teve o pior desempenho em um ano marcado por turbulências, como a greve dos caminhoneiros, em junho, e a eleição mais disputada desde a redemocratização.
— Até o momento, das 66 ações que compõem o índice de referência da bolsa paulista, 46 rumavam para ganhos no ano, com o investidor buscando o mercado de renda variável para aproveitar a melhora da economia após a pior recessão da história. Como ressalta nosso contribuidor Guillermo Parra-Bernal, “com os Estados Unidos desacelerando e commodities em tendência de queda, o investidor se antecipa e vai para histórias que privilegiem economia local, pouca dívida e crescimento de lucros”.
— O otimismo, que levou o Ibovespa a subir cerca de 14% no ano, também é impulsionado por uma guinada liberal no governo e pela expectativa de reformas e de ajuste fiscal, que devem melhorar o ambiente de negócios e estimular a economia no país. Com isso, o ano que termina marca o fim de uma transição e o início de um período que pode levar o país a um crescimento forte e sustentável, ou afundá-lo de vez.
MAGAZINE LUIZA ON: líder isolada, com valorização de cerca de 125% no ano. A companhia tem investido fortemente em digitalização e é avaliada como um bom caso de eficiência, segundo gestores como Henrique Bredda, do fundo Alaska.
CEMIG PN: papel sensível às oscilações eleitorais, avançou 113% no ano. Analistas do Bradesco BBI consideram que a estatal mineira ainda deve se beneficiar de eventuais melhorias na gestão sob o governo Romeu Zema, mesmo que uma privatização não seja iminente.
B2W ON: fecha a lista das três mais valorizadas, com o mercado de olho em uma retomada econômica mais forte ano que vem, puxada por possível alta do consumo.
ESTATAIS: ações como Petrobras PN e ON, Banco do Brasil ON e Eletrobras ON e PN tiveram desempenhos positivos no ano, mas muito voláteis, o que faz delas uma interrogação para o investidor em 2019. O mercado aguarda sinais do governo Jair Bolsonaro, eleito com promessas de reduzir a máquina pública, o que pode implicara na venda de ativos e em privatizações. Caso a expectativa se cumpra, poderemos ver uma Petrobras com menos ativos em refino e abastecimento, possível oferta secundária da BR Distribuidora e até mesmo um IPO de ativos do Banco do Brasil, como a BB DTVM, dizem contribuidores TC.
CIELO ON: puxa as perdas do índice, com desvalorização de 58% em 2018. Antes líder do mercado, a Cielo tem sofrido com a concorrência acirrada com empresas como a PagSeguro. E a tendência é que a competição continue forte, dados os estímulos do Banco Central, dizem contribuidores TC e analistas.
QUALICORP ON: acumula queda de 57,7% em razão das preocupações com a governança da companhia depois do acordo com seu CEO e fundador, José Seripieri Filho, no qual a empresa pagou R$150 milhões para que ele não abrisse uma concorrente. A Qualicorp também enfrenta um inquérito do Ministério Público devido ao acordo.
KROTON ON: teve o terceiro pior desempenho, uma queda de 49,5%; o setor de educação tem sofrido com os altos níveis de desemprego e busca alternativas para substituir os incentivos do Fies.
VIA VAREJO ON: perdeu 44,5% no ano. É um caso complexo de reestruturação, com mudanças no comando e possível venda da fatia do GPA, acionista controlador, até o fim de 2019. Além disso, a companhia fica atrás de concorrentes como Magazine Luiza e B2W no mercado digital. No entanto, contribuidores TC têm apostado na melhora operacional da empresa, impulsionada por uma retomada econômica mais forte.
— “Via Varejo continua sendo uma história de possível reestruturação, com vento de cauda da melhora da economia e múltiplos absolutamente discrepante dos pares, com Magazine Luiza valendo R$34 bilhões, Lojas Americanas, R$28 bilhões, e Via Varejo, apenas R$5,9 bilhões, com faturamento muito maior e possibilidade de acertar o operacional após todas mudanças que vem ocorrendo”, disse o contribuidor TC e gestor Pedro Albuquerque.

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