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Carta ao investidor do JPMorgan alerta para volatilidade e ‘riscos do socialismo’

Postado por: TC Mover em 04/04/2019 às 12:39

Uma das cartas ao investidor mais esperadas, a do diretor-presidente do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, alerta a possibilidade de que surtos de volatilidade nos mercados, como o que derrubou as bolsas no final do ano passado, podem se tornar mais frequentes em meio a uma ordem econômica e geopolítica mundial cada vez mais imprevisível.

 

Os investidores precisam se acostumar com um “novo normal” de liquidez mais restrita por causa de regras de capital mais rígidas no sistema bancário internacional, assim como a aparição de plataformas que abraçam políticas pouco amigáveis para as empresas, os investidores e o livre mercado, disse Dimon na carta aos acionistas do banco. Para ele, “há tensões geopolíticas crescentes e mais dúvidas em torno da liderança dos Estados Unidos”.

 

Os mercados globais desabaram em dezembro por conta da incerteza relacionada à política de juros do Federal Reserve e temores de que a expansão econômica global estaria chegando a seu fim neste ano. O índice S&P 500 teve, em 2018, seu pior dezembro desde 1931.

 

A missiva, de quase 50 páginas, tocou temas tão diversos como a importância de entender o retorno sobre o capital tangível como uma meta de desempenho no banco, políticas públicas, a crescente relevância do populismo e do socialismo e a necessidade de CEOs mais proativos. Segundo Dimon, a incerteza sobre a política monetária nos Estados Unidos e outros países desenvolvidos, a desaceleração econômica na Europa, o Brexit e a guerra comercial mantêm o ambiente para os negócios bastante conturbado.

 

Assim como faz com a carta do bilionário investidor Warren Buffett, o investidor ausculta as mensagens anuais de Dimon para entender como um dos executivos mais bem-sucedidos em Wall Street vê o cenário para os mercados e a economia global. JPMorgan, o maior banco comercial dos EUA, tem operações de banco de investimento e gestão de recursos no mundo inteiro.

 

Na carta, Dimon atacou o socialismo, disse que sua decisão de recomprar a ação do JPMorgan no passado recente se mostrou acertada e se disse preocupado com a perda de força da economia americana – e de influência geopolítica do país no cenário global. “Quando os governos controlam as empresas e os ativos econômicos – empresas, financiadores e assim por diante – para promover interesses políticos, o resultado é mercados ineficientes, enorme favoritismo e corrupção”, escreveu. Seus comentários servem como uma voz de alerta ao crescente apelo de plataformas estatizantes entre os eleitores mais jovens ao redor do mundo – pouco mais de um ano antes da eleição presidencial americana.

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