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BTG calcula lucro das empresas 10% menor com taxação

Postado por: TC Mover em 24/01/2019 às 12:25

Os planos do governo de tributar juros sobre capital próprio e dividendos podem prejudicar as empresas mais favorecidas pelo benefício fiscal, sobretudo os setores financeiro e varejista, com queda média de 10% nos lucros neste ano só, de acordo com estrategistas do BTG Pactual.

 

 

A eliminação dos incentivos fiscais de JCP e dividendo compensaria a redução pretendida de 34% para 15% do imposto sobre empresas, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, em uma cartada que aumentaria tributos de ganhos de capital e diminuiria aqueles sobre a produção, em linha com a prática de muitos países desenvolvidos.

 

No Brasil, a modalidade de remuneração de acionistas via JCP é contabilizada pelas empresas como despesa, podendo ser usada, portanto, para abater o imposto sobre o lucro. Para estrategistas do banco carioca liderados por Carlos Sequeira, as empresas brasileiras pagaram R$66 bilhões em juros sobre capital próprio no ano passado. Numa conta simplista, assumindo uma taxa de imposto efetiva de 34% para todas as empresas, o governo deixou de arrecadar R$20 bilhões em 2018 graças ao benefício fiscal.

 

Do ponto de vista do impacto nos lucros das empresas, as mais afetadas, segundo o banco, seriam, nesta ordem, BRF – até 63% – Telefônica Brasil, Hypera, Duratex e a BR Distribuidora. Em termos de quanto isso repercutiria nos preços-alvo das ações das empresas, varia bastante de analista para analista, pois há quem não coloque na planilha o benefício do JCP como algo perpétuo. Em média, o BTG estima um impacto de 6% nos preços-alvo estipulados para 2019, com efeito maior nos targets de Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Hypera, B3, Raia Drogasil e Itaú Unibanco.

 

(Foto: Ministro Paulo Guedes – Agência Brasil)

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