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Com lançamento programado para 1 de setembro, home broker do BTG Pactual Digital deixa plataforma de investimentos completa

Postado por: TC Mover em 17/08/2018 às 12:53

Em pouco menos de dois anos, BTG Pactual consolidou uma plataforma de investimento digital completa, com abertura de conta 100% online e uma prateleira de investimentos que inclui alguns dos melhores fundos brasileiros e globais, produtos de renda fixa e de previdência privada. O último passo para completar essa estratégia tem data programada: o home broker do BTG Pactual Digital deve ser lançado no dia 1 de setembro.

 

A nova ferramenta do maior banco de investimentos da América Latina chega em um momento turbulento. Com os nervos à flor da pele, o investidor pessoa física já viu a bolsa brasileira cair pouco mais de 14% desde o pico histórico atingido em fevereiro. O retorno da volatilidade desde o anúncio da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, em março, somado aos temores de altas mais agressivas nos juros americanos e, mais recentemente, a incerteza eleitoral, tiraram parte do brilho do mercado acionário local. No caminho, fundos multimercados e instrumentos de renda fixa sofreram, refletindo a maior aversão ao risco.

 

A versão beta do home broker (HB) do BTG Pactual Digital tem um layout atrativo e os custos de corretagem são competitivos. Os preços devem mudar após o lançamento. Se posicionando entre a necessidade de fidelizar seus clientes e a de preservar a rentabilidade de um negócio bem concorrido, como é a corretagem, o BTG Pactual Digital sabe que o HB é um produto para poucos, mas que precisa funcionar bem.  “Nossa ideia não é ser nem o home broker mais barato nem o mais caro do mercado. Achamos que a nossa política de preços é compatível com o brand do banco e a média do mercado”, disse Marcelo Flora, head do BTG Pactual Digital, em conversa com a TC News.

 

Ele não abre muitos dados estratégicos da plataforma, mas assegura que “alguns” dos quase R$170 bilhões que o BTG Pactual administra em ativos de terceiros já vêm do Digital. O mercado da plataforma deve crescer, na medida em que mais brasileiros saem dos bancos e procuram por alternativas como o Digital para aumentar seu patrimônio, disse.

 

Esse processo pode tomar ainda mais um tempo, pelo que sugerem os dados. Pesquisa da Anbima divulgada pelo jornal Valor Econômico em 16 de agosto mostra que 41% dos brasileiros que aplicam em algum produto financeiro ainda procuram a agência bancária por dicas para sua carteira. As indicações dos conhecidos são relevantes para 33% da amostra, especialmente os mais jovens.

 

A continuação, apartes da conversa com Flora sobre investimentos, os mercados, agentes autônomos e os planos de expansão internacional do BTG Pactual Digital.

 

Sobre a plataforma de investimentos e o home broker:
— “Nosso B2C, a plataforma de investimentos, abriu em dezembro de 2016. Criamos um marketplace de investimentos. Nossa ideia é torná-la mais completa, trazer mais gestores, mais fundos, mais alternativas, mais opções.”
— “Em um primeiro momento, o aplicativo do HB será apartado do aplicativo dos demais investimentos, porque achamos que as necessidades desse tipo de cliente são distintas. No futuro faz sentido juntá-las em um aplicativo só.”

 

Sobre o uso dos relatórios de research para os clientes do Digital:
— “Precisamos trabalhar para oferecer essa inteligência do banco para o cliente do varejo. O formato, a linguagem tem de ser outra. Esse conteúdo de grande qualidade é produzido com foco no investidor estrangeiro, gestores dedicados a mercados emergentes. Mas sabemos que as pessoas físicas também valorizam esse tipo de informação.”

 

Sobre o Digital e a educação financeira:
— “Contribuir com o processo de amadurecimento e disseminação da educação financeira é muito importante para que as pessoas consigam enxergar da melhor forma possível os benefícios da nossa oferta. Temos fundos com taxas de administração muito baixas, uma oferta de produtos idêntica à da nossa gestão de fortunas. Mas as pessoas não têm acesso a essa informação. É por isso que é necessário que elas saibam como encontrar as melhores alternativas.”

 

Sobre a situação atual do mercado:
— “O ano começou com interesse muito forte dos clientes em multimercados. Acho que depois da onda de volatilidade maior no câmbio e com essa abertura nas taxas, que fez o mercado de renda fixa precificar mais prêmio na curva de juros, veio um movimento de retração por um arte dos investidores de varejo. Aí as pessoas voltaram a comprar título prefixado, CDBs.”
— “O período pré-eleitoral traz muita volatilidade ao mercado. É natural. Agora existe mais uma questão de curto prazo, os problemas na Turquia, por exemplo, e isso acaba afetando ativos de outros mercados emergentes. O padrão de volatilidade tende a se ampliar bastante, não só por conta da volatilidade da eleição, mas também por esses aspectos externos.” 

 

Sobre agentes autônomos:
— “Iniciaremos nossa atuação no B2B, por meio de parceria com agentes autônomos. Já fizemos alguns investimentos fortes nessa área e queremos ampliar bastante nossa atuação nesse segmento.”
— “Nossa visão é que esse mercado, que chamamos de B2B, vai crescer muito rapidamente no curto e médio prazo. Ele está muito relacionado ao número de agentes autônomos novos que vão chegar ao mercado. Aqui no Brasil, o número de agentes autônomos nem chega a ser de 3.500. Nos Estados Unidos, devem ser de uns 350.000.”
— “Hoje no Brasil existem 30.000 gerentes de banco com certificação CPA20, que podem virar potenciais agentes autônomos. O movimento de fechamento de agências de banco deve acelerar o processo.”

 

Sobre as vantagens competitivas do BTG Pactual Digital:
— “Viemos de uma plataforma de banco de investimento, o que nos faz um bom parceiro para os agentes autônomos. Nós temos uma capacidade de originação forte e de remuneração muito competitiva. Não nos vemos como uma plataforma que liga comprador com vendedor e ganha um fee por isso. Temos a inteligência do banco por trás, então eu posso remunerar meu parceiro pela originação de uma fusão, uma operação de crédito ou um precatório, que são áreas em que o banco atua bastante.”

 

Sobre os planos de expansão internacional:
— “No Chile e na Colômbia, a gente já está fazendo alguma coisa. Estamos desenvolvendo tecnologia. Acho que será desdobramento natural do Digital, com uma proposta similar à do Brasil com todos os produtos. Temos uma agenda forte de desenvolvimentos de tecnologia até levar o Digital para esses países, e sim, é factível. Chile e Colômbia, onde já fizemos aquisições, certamente viriam na frente em relação a outros países na região.”


Imagem: Marcelo Flora, head do BTG Pactual Digital. (Créditos: Divulgação/BTG Pactual)

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