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Otan alivia tensão nos mercados internacionais, mas foco local continua na política

Postado por: TC Mover em 12/07/2018 às 12:21

A reunião de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, teve um desfecho favorável. Em movimento inesperado, os líderes de alguns países do grupo convocaram uma reunião surpresa após repetidos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à aliança. Tais ataques tinham deixado os mercados globais tensos ontem, mas, felizmente para os ativos de risco, Trump mudou o tom e disse que o comprometimento dos EUA com o grupo continua muito forte; em contrapartida, os aliados ao país se comprometeram em aumentar os gastos com suas próprias defesas.

A relevância de eventos geopolíticos como este tende a crescer, especialmente em momentos de alta tensão comercial e diplomática. O consenso dentro da Otan deve mitigar o avanço de países como Rússia e China na questão geopolítica. Também alivia a aversão ao risco: hoje, o euro e outras moedas pares do dólar deixaram de apanhar, enquanto os futuros das bolsas americanas apontavam para uma alta na abertura – reflexo de uma menor desconfiança em relação à política externa isolacionista praticada por Trump.

Se o exterior busca calma, o Brasil brinca com fogo. A fraqueza do governo de Michel Temer e a proximidade da eleição estão impactando a agenda econômica no Congresso muito mais do que se esperava. Pressionados pelos servidores públicos, deputados e senadores derrubaram os principais mecanismos para conter gastos no projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias do ano que vem.  Em dias recentes, os projetos do cadastro positivo e os destaques da cessão onerosa foram colocados no freezer. Sem a aprovação do projeto que resolve pendências financeiras das distribuidoras da Eletrobras, o governo deve manter o leilão das empresas para o dia 26 de julho: a Câmara dos Deputados finalizou a apreciação do texto ontem, mas não houve tempo hábil para apreciação no Senado.

Fique de olho na reação à pesquisa de comércio do IBGE, que mostrou queda de 0,6% no varejo brasileiro em maio, bem melhor que a expectativa de queda de 1,2%. Hoje também teremos números de seguro-desemprego e de inflação nos EUA, além de discursos de lideranças do Federal Reserve e reunião de ministros brasileiros com o assessor do presidenciável Jair Bolsonaro. Fique atento à atuação do Banco Central no câmbio, após o dólar se aproximar de R$3,89 ontem.

 

Mercado em um minuto, segundo Contribuidores TradersClub

Câmbio: Deve refletir tensão menor no exterior após reunião da Otan, preocupações menores com guerra comercial. Mercado de olho na atuação do Banco Central no mercado.

Juros: Devem seguir câmbio. Investidor demanda maior prêmio por risco com cenário político local mais conturbado.

Bolsa: Deve reagir positivamente à menor aversão ao risco no exterior, mas cenário político-eleitoral e estagnação de agenda econômica no Congresso devem segurar melhora.

Ações: Eletrobras ON, com projeto das distribuidoras sem tempo hábil para ser discutido no Senado; Cesp PNB, com determinação de recálculo em valor de outorga; Gafisa ON, com prévia operacional vista como positiva por corretoras; planos de saúde, com imbróglio envolvendo reajustes da ANS; Hapvida ON, com compra de hospital em SP; Vivo ON, com centro de dados para suporte ao 5G; Triunfo, com reajuste de taxas em Viracopos; B3 ON, que teve preço alvo reduzido pelop Credit Suisse; Embraer ON, que depende de Previ e BNDES para fechar negócio com a Boeing, diz Reuters; CPFL Renováveis ON, com minoritários questionando OPA da State Grid; General Shopping ON, com recompra de títulos; BDR do Facebook, que pode reagir à punição britânica que abre precedentes para uso de dados; bancos, com nova lei que pode emperrar cadastro positivo; Ambev ON, com governo querendo vetar benefício a produtoras de refrigerantes.

 

Principais notícias para começar o dia bem informado

Trading News

— Reunião surpresa da Otan muda tom de Trump, aliviando mercados

— Mercado local sente pressão da guerra comercial entre EUA, China

— Prévia operacional da Even deixa analistas com impressões diferentes

— Futuros do Dow Jones se recuperam de tombo da véspera

— TCU manda elevar bônus de venda da Cesp

 

Valor Econômico

— Despesa da União com juros vai subir

— Congresso encaminha aprovação da LDO 2019

— Magno Malta nega ter desistido de ser vice de Bolsonaro

— Pausa na trégua com emergentes leva dólar de volta a R$ 3,88

— Na OMC, Brasil cobra da China fim de barreiras a açúcar e frango

— Senadores ameaçam suspender norma da ANS sobre planos de saúde

 

Estado de S.Paulo

— Com debêntures, Blau retira pressão sobre decisão de IPO

— Servidores da União se mobilizam por novos reajustes salariais

— Negociação entre PDT e PSB nas eleições 2018 inclui futura fusão

— Planalto intervém para evitar apoio do PP a Ciro nas eleições 2018

— Toffoli está de férias fora do País quando Cármen Lúcia assumir Presidência

 

Folha de S.Paulo

— Cúpula do MDB sonha em atrair pastor para ser vice de Meirelles

— Isenção para os mais pobres pode encarecer conta de luz, diz ex-Aneel

— Ataque especulativo a Ciro faz DEM e PP voltarem a dar atenção a Alckmin

— STF homologa delação de executivos da OAS e dá impulso a investigações

 

Globo/G1

— Juíza proíbe Lula de gravar vídeos e fazer pré-campanha na prisão

— Tarifa de luz deve subir 5,2% com projeto que inclui isenção à baixa renda

— Senado dos EUA sinaliza que quer ter mais voz em decisões sobre tarifas

— FMI reforça que economia brasileira tem desempenho ‘abaixo do potencial’

 

TC Recomendações: minério de ferro

$IO62: O impacto da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China será sentido por companhias de mineração mais generalistas, como BHP e Rio Tinto, por conta da maior liquidez, dizem analistas do UBS. Equipe mantém viés positivo para commodities, mesmo com tensão comercial.

 

Agenda do dia

Indicadores nacionais:

— 09h00: Pesquisa mensal de comércio – IBGE

— N.D: Indicador de custos industriais – CNI

 

Indicadores internacionais:

— 03h00: IPC da Alemanha junho; consenso +0,1%

— 05h00: Relatório mensal da IEA

— 06h00: Produção industrial Zona do Euro maio; consenso +1,2%

— 09h30: Pedidos iniciais por seguro-desemprego nos EUA; consenso 226 mil

— 09h30: IPC-núcleo nos EUA junho; consenso +0,2%

— 09h30: IPC mensal nos EUA junho; consenso +0,2%

— 13h00: Relatório WASDE do Departamento de Agricultura dos EUA

— 15h00: Balanço orçamentário federal EUA em junho; consenso -US$92,3 bi

— 16h00: IPC mensal da Argentina em junho

 

Eventos:

— 08h30: Ata da reunião de política monetária do Banco Central Europeu

— 09h30: Discurso de Neel Kashkari, membro do FOMC

— 10h00: Ministério da Fazenda divulga o Prisma Fiscal

— 11h30: Leilão de rolagem de até 14 mil contratos de swap cambial – BC

— 13h15: Discurso de Patrick Harker, membro do FOMC

— 15h00: Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, têm reunião com Paulo Guedes, economista da campanha de Jair Bolsonaro

 

Resultados corporativos:

Depois do fechamento: Camil

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