Mercado se recupera do tombo após falas do Fed; deflação em novembro pode aliviar curva

Postado por: TradersClub em 07/12/2018 às 8:58


O investidor voltará toda sua atenção hoje para o relatório de emprego dos Estados Unidos, que deve sair agora de manhã. O consenso do dado, conhecido como Payroll não-agrícola, vê criação de 200 mil empregos em novembro, o que deve ajudar a manter a taxa de desemprego em 3,7%. Ontem, um par de autoridades do Federal Reserve, banco central americano, sugeriram um viés mais dócil para os juros nos EUA em 2019 – boa notícia para os mercados de países emergentes como o Brasil. Fique de olho também no resultado da reunião da Opep, que hoje ouvirá delegados de países não-membros para decidir se haverá redução de oferta da commodity.

 

Estamos observando o retorno da volatilidade de forma expressiva, como vimos em fevereiro deste ano, por conta de um cenário econômico e geopolítico cada vez mais confuso: jogue a culpa no Brexit e no balanço de oferta e demanda do petróleo, o medo de uma desaceleração no crescimento global, o rumo da política monetária do banco central dos EUA, um presidente americano ansioso no Twitter e as implicações da disputa comercial EUA-China. Os comentários de uma autoridade do Fed ontem ofereceram algum conforto, assim como uma matéria do Wall Street Journal sobre a esperada docilidade da autarquia no ano que vem.

 

A volatilidade ainda impera nos EUA – e se espalha pelo mundo inteiro. Ontem vimos uma manhã brutal para o mercado americano, que depois teve uma recuperação súbita mais perto do fechamento. O setor de tecnologia ajudou a puxar o Nasdaq, que mostrou sua melhor virada intradiária em quase sete meses, de acordo com a Bloomberg. No plano local, além das cada vez mais confusas declarações da equipe de transição do governo eleito em relação ao pacote de ajuste fiscal, a centro das atenções irá para a publicação dos números do IPCA de novembro; espera-se deflação no mês.


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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC


— De renda variável a criptomoedas e petróleo, o mercado global continuava se recuperando do tombo desta quinta-feira; o investidor começou a tomar risco de novo na tarde de ontem após comentários de duas autoridades do Federal Reserve, e a volta da liquidez nas tesourarias renovou o sentimento de que o banco central americano deve pausar as altas de juros em 2019 para evitar uma desaceleração econômica mundial de grandes proporções

 

— Com a exceção da bolsa de Hong Kong, os maiores índices acionários na Ásia fecharam no azul nesta sexta-feira, ajudando a Europa a interromper a sangria que se alastrava por uns cinco dias. Mas ainda há razões para se manter cauteloso: o relatório mensal de empregos dos EUA deve sair cedo nesta sexta-feira.

 

— O mercado também está na expectativa com o resultado da reunião da Opep, que ontem encerrou as negociações entre países membros do grupo sem um acordo sobre cortes na produção de petróleo pela primeira vez em quase cinco anos. Hoje a reunião é com a Rússia e países não membros. O petróleo cai levemente à espera de pronunciamentos do cartel.

 

Principais notícias corporativas

 

— Embraer: A Justiça Federal de São Paulo suspendeu o acordo com entre a companhia e a Boeing devido à proximidade com o recesso de judiciário e posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro. A empresa diz que tentará reverter a decisão.

 

— Rumo: A companhia anunciou que João Alberto Fernandez de Abreu será o novo CEO a partir de 1º de abril.

 

— Petrobras: A companhia anunciou hoje o plano de recompra de bonds de até US$1,5 bilhão.

 

— Gafisa: A companhia pediu à SEC, reguladora do mercado acionário americano, deslistagem da Bolsa de Nova York.

 

— Eletrobras: Segundo a mídia, as subsidiárias Eletrosul e Chesf podem ser vetadas pela Aneel em leilões de energia devido a atrasos em obras. Também, o Valor diz hoje que a estatal recebeu uma proposta da Oliveira Energia pela distribuidora do Amazonas.

 

— AES Tietê: O UBS acredita que a elétrica terá que levantar capital para comprar o projeto Alto Sertão III, da Renova, mas a aquisição criará valor.

 

— Santander: A CVM abriu um processo sancionador em que acusa o Santander, a Santander Securities e cinco ex-executivos do banco em caso que apura irregularidades às regras que regem os fundos de investimentos de participação FIPs.

 

— EZTec: A construtora pretende lançar R$1,5 bilhão em projetos no próximo ano.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

— 08h00: IGP-DI de novembro – FGV; consenso -0,60%

— 09h00: IPCA de novembro – IBGE; consenso -0,10% na base mensal

— 09h00: IPCA de novembro – IBGE; consenso 4,19% na base anual


Indicadores internacionais

— 05h00: Produção industrial da Alemanha em outubro; consenso 0,3% na base mensal

— 06h00: Reservas cambiais na China; anterior US$3,05 tri

— 08h00: PIB da Zona do Euro no 3T; consenso 0,2% na base sequencial

— 08h00: PIB da Zona do Euro no 3T; consenso 1,7% na base anual

— 08h00: Variação do emprego na Zona do Euro no 3T; consenso 0,2% na base sequencial

— 11h30: Relatório de Emprego Privado Payroll dos EUA de novembro; consenso 200.000

— 11h30: Taxa de desemprego dos EUA em novembro; consenso 3,7%

— 11h30: Ganho médio por hora trabalhada nos EUA em novembro; consenso 0,3% na base mensal

— 13h00: Confiança do Consumidor Michigan nos EUA de dezembro; consenso 88,3

— 13h00: Índice Michigan de Percepção do Consumidor dos EUA em dezembro; consenso 97

— 13h00: Índice de Condições Atuais Michigan nos EUA em dezembro; consenso 112,8

— 13h00: Estoques no atacado dos EUA em outubro; consenso 0,3% na base mensal

— 16h00: Contagem de sondas de petróleo dos EUA – Baker Hughes; anterior 887

 

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