Credit Suisse vê perspectivas para o Brasil como positivas, porém condicionadas a ajuste fiscal

Postado por: TradersClub em 05/12/2018 às 15:52


— As perspectivas para o Brasil são positivas e é provável que o novo governo consiga aprovar as reformas estruturais necessárias para o ajuste fiscal no país, mas o risco de que sejam menos robustas que o necessário é negativo, disseram economistas do Credit Suisse nesta quarta-feira.
— Em relatório com perspectivas para 2019 e 2020, a equipe previu também um avanço em privatizações e redução nas barreiras comerciais do país.

  • O banco prevê que o PIB cresça 3% em 2019 e 2,5% em 2020, puxado pela demanda doméstica. Já a inflação deve ficar em 3,7% este ano, e 4,2% em 2019 e 2020, devido ao alto hiato do produto.
  •  O banco vê a taxa básica de juros Selic em 8% no fim do ano que vem e em 9% em 2020; para os analistas, a inflação controlada permitirá uma normalização monetária gradual.
  • No plano externo, um aperto monetário mais forte e rápido que o esperado nos Estados Unidos também é visto como risco, assim como a guerra comercial entre os americanos e os chineses.
  • Um cenário de aversão ao risco global, que gere depreciação acentuada do real, aceleraria o aperto monetário, interrompendo a retomada econômica, disseram.
  • Os prognósticos sinalizam que a provável necessidade de subir a taxa básica de juros se a retomada econômica engatar, o baixo diferencial entre juros internos e externos e as perspectivas de ajuste fiscal, devem deixar a curva de juros mais achatada. A aprovação das reformas pode fortalecer o real, mas caso haja aversão ao risco, o fluxo de capital estrangeiro pode ser limitado.
  • Para a renda variável, a implementação de uma agenda pró-mercado e o crescimento da economia devem aumentar os lucros das empresas.

Foto: Pedro França/Agência Senado